terça-feira, 17 de abril de 2012

Hope: Fazendo as malas

Hope: Fazendo as malas

Fazendo as malas

Fazendo as malas

Quando uma longa viagem surge na vida de alguém, várias são as providências a tomar.

O indivíduo começa um planejamento de longo prazo, com calma e tranquilidade, para tudo poder executar a tempo.

Aos poucos vai se inteirando das informações do país em que irá morar.

Busca conhecer seus aspectos culturais, o clima, a alimentação, os hábitos locais.

E, antes de partir, aos poucos vai se desfazendo das coisas de menor importância, doando alguns pertences, passando a frente outros objetos, descartando as coisas inúteis que no tempo foi guardando.

Pondera o que efetivamente lhe é de grande valia para poder carregar consigo. Repensa em como irá conduzir a vida, a partir de uma nova morada. E aquilata as novas experiências que lhe serão possibilitadas com a viagem.

Como sabe que os anos no exílio lhe serão longos, despede-se dos amigos, não desesperadamente, mas com lágrimas de até breve.

Dá à família as instruções necessárias para sua ausência, para que tudo corra de maneira adequada e para que sua falta não lhes seja um grande fardo.

E assim se vai preparando, para que o dia da viagem não lhe chegue de forma súbita e inesperada, encontrando-o com a mala por fazer e com os preparativos ainda por se concluírem.



Assim se dá com nosso regresso ao mundo espiritual. É a viagem inevitável que todos faremos de retorno à nossa pátria, deixando a Terra que nos é escola bendita e redentora.

Como a viagem está marcada para todos e apenas desconhecemos a data da partida, que possamos aos poucos avaliar como estamos, caso logo mais sejamos convidados a voltar para casa.

Será que nos despediremos de nossos entes queridos com a tranquilidade de quem sabe que irá reencontrá-los um dia?

Será que já nos desfizemos do peso desnecessário e improdutivo que carregamos em nosso coração? Afinal, ele será a única mala que carregaremos.

Será que já nos desapegamos das coisas daqui, que hoje, por mais importantes que sejam, logo mais não terão serventia, quando partirmos?

Não poucos a morte do corpo físico arrebata de maneira despreparada e surpreendente.

Vivem como se a vida física fosse a de eternidade, sem refletir em momento algum sobre a fragilidade da existência humana, esquecendo-se que imortal é a alma, porém jamais o corpo.

Dessa forma, útil será que todos possamos, vez ou outra, refletir sobre a vida e seus valores.

Saber que ela vai muito além dos limites do corpo físico faz com que cada um de nós, aos poucos, vá arrumando as malas para a inexorável viagem de volta a casa.
Hora de aprender a aliviar a bagagem, a andar leve, sem culpas e nem problemas desnecessários.
Hora de tirar todas as coisas que só pesam em nossas vidas, rancor, mágoa...
Encha as malas e até os bolsos com alegria, amor, fraternidade, e quando chegar a hora, boa viagem...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Coletânea

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector


A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.

Arthur Schopenhauer



Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.

Paul Valéry


A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.

Massimo Bontempelli


Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.

Josh Billings


Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente.

Charles Baudelaire


A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.

Érico Veríssimo

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cativando

Carinho; amor; respeito e estima, são conquistas.
Por mais que se tente, não será possível impor sentimentos como esses.
A cada segundo temos que cultivar, esperar se desenvolver, crescer.
Nada nem ninguém tem o direito de chantagear sentimentos, sequestrar o intelecto alheio.
Aprender a aceitar os devaneios, o amadurecimento em tempo diferente do nosso, isso é amar, respeitar.
Que tenhamos a oportunidade de compartilhar experiências, sentimentos, sem impor nosso ponto de vista.
Que possamos ter a mente sempre aberta a aprender, a descobrir, a entender...
Entender que quem ama cuida, cativa, e deve se policiar para não aprisionar.
Não podemos nos permitir viver em gaiolas ideológicas, sob a opressão da dependência, seja ela afetiva, financeira, ou mesmo física.
Que o vento leve todas as mágoas.
Que o novo dia nos permita realizar, recomeçar, fazer "O DIA" do meu jeito.
Já que Deus me deu "O PRESENTE", hora de aproveitar.
Amanhã... Não sei.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Valor

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quando me sinto infeliz

Quando não consigo chegar a tempo de ajudar;
Quando não consigo vencer a inércia para ajudar;
Quando não entendo que necessito ajudar;
Quando erro no tempo de ajudar.
Quando não entendo a quem ajudar.

domingo, 22 de maio de 2011

Compreensão

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

Quantos rins nós temos?

Quatro! Responde o aluno.

Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.

Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.

E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.


A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...