quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Caminhadas
Dizem que é fundamental saber onde se quer chegar.
Descobri que o importante é apreciar o caminho, conhecer e aprender a lidar com as dificuldades, e as "facilidades".
Dar importância e atenção as pessoas que conhecemos em nossa caminhada.
Fazer todo o possível para que nossos companheiros, mesmo que tenham destinos distintos, em quanto ao nosso lado, possam aprender a ter prazer na construção desse trajeto, afastando os galhos, pedras e quaisquer outras dificuldades.
Apreciar a beleza, inclusive das pequenas coisas, cheiros, paisagens, gentilezas.
Minha caminhada é longa, já tive muitos companheiros. Alguns me acompanharam por boa parte do caminho, entretanto cada um deles fez opção por um destino específico e assim seguiram.
Com outros muito aprendi e junto sofri, dei risadas, amei, brinquei, fui muito feliz.
Poucos encerraram suas caminhadas físicas, continuando apenas a espiritual.
Muita saudade de cada um.
Sigo meu caminho admirando a vida, amando os que também caminham.
Ainda não sei onde quero chegar
Apenas sei como quero caminhar
Espero que os que me conheceram, algum dia ao passar por caminhos que já trilhei, possam perceber que algo fiz naquele lugar que melhorou as condições para os que viriam depois.
Não tenho a pretensão de chegar a lugar algum antes dos demais
Espero ter a oportunidade de aproveitar ao máximo o caminhar e crescer com demais viajantes eternos de pensamentos e reflexões do caminho da vida
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Esqueci
Me perdi em pensamentos; idéias e sentimentos.
Tudo fruto da minha mente e sentimentos.
Me perdi ao tentar me encontrar.
Esqueci que bastava manter o foco em mim, realizar, sem nada esperar.
Descobri na lua, na água e no sol o reflexo de muitos ensinamentos
Aprendi a encontrar felicidade bem perto, junto.
A olhar com lupa coisas pequenas que estão bem perto.
Como minha visão foi ingrata.
Precisei me afastar para enchergar
Para saber que dias bons devem ser perseguidos e cultivados. Não caem dos céus
terça-feira, 17 de abril de 2012
Fazendo as malas
Fazendo as malas
Quando uma longa viagem surge na vida de alguém, várias são as providências a tomar.
O indivíduo começa um planejamento de longo prazo, com calma e tranquilidade, para tudo poder executar a tempo.
Aos poucos vai se inteirando das informações do país em que irá morar.
Busca conhecer seus aspectos culturais, o clima, a alimentação, os hábitos locais.
E, antes de partir, aos poucos vai se desfazendo das coisas de menor importância, doando alguns pertences, passando a frente outros objetos, descartando as coisas inúteis que no tempo foi guardando.
Pondera o que efetivamente lhe é de grande valia para poder carregar consigo. Repensa em como irá conduzir a vida, a partir de uma nova morada. E aquilata as novas experiências que lhe serão possibilitadas com a viagem.
Como sabe que os anos no exílio lhe serão longos, despede-se dos amigos, não desesperadamente, mas com lágrimas de até breve.
Dá à família as instruções necessárias para sua ausência, para que tudo corra de maneira adequada e para que sua falta não lhes seja um grande fardo.
E assim se vai preparando, para que o dia da viagem não lhe chegue de forma súbita e inesperada, encontrando-o com a mala por fazer e com os preparativos ainda por se concluírem.
Assim se dá com nosso regresso ao mundo espiritual. É a viagem inevitável que todos faremos de retorno à nossa pátria, deixando a Terra que nos é escola bendita e redentora.
Como a viagem está marcada para todos e apenas desconhecemos a data da partida, que possamos aos poucos avaliar como estamos, caso logo mais sejamos convidados a voltar para casa.
Será que nos despediremos de nossos entes queridos com a tranquilidade de quem sabe que irá reencontrá-los um dia?
Será que já nos desfizemos do peso desnecessário e improdutivo que carregamos em nosso coração? Afinal, ele será a única mala que carregaremos.
Será que já nos desapegamos das coisas daqui, que hoje, por mais importantes que sejam, logo mais não terão serventia, quando partirmos?
Não poucos a morte do corpo físico arrebata de maneira despreparada e surpreendente.
Vivem como se a vida física fosse a de eternidade, sem refletir em momento algum sobre a fragilidade da existência humana, esquecendo-se que imortal é a alma, porém jamais o corpo.
Dessa forma, útil será que todos possamos, vez ou outra, refletir sobre a vida e seus valores.
Saber que ela vai muito além dos limites do corpo físico faz com que cada um de nós, aos poucos, vá arrumando as malas para a inexorável viagem de volta a casa.
Hora de aprender a aliviar a bagagem, a andar leve, sem culpas e nem problemas desnecessários.
Hora de tirar todas as coisas que só pesam em nossas vidas, rancor, mágoa...
Encha as malas e até os bolsos com alegria, amor, fraternidade, e quando chegar a hora, boa viagem...
Quando uma longa viagem surge na vida de alguém, várias são as providências a tomar.
O indivíduo começa um planejamento de longo prazo, com calma e tranquilidade, para tudo poder executar a tempo.
Aos poucos vai se inteirando das informações do país em que irá morar.
Busca conhecer seus aspectos culturais, o clima, a alimentação, os hábitos locais.
E, antes de partir, aos poucos vai se desfazendo das coisas de menor importância, doando alguns pertences, passando a frente outros objetos, descartando as coisas inúteis que no tempo foi guardando.
Pondera o que efetivamente lhe é de grande valia para poder carregar consigo. Repensa em como irá conduzir a vida, a partir de uma nova morada. E aquilata as novas experiências que lhe serão possibilitadas com a viagem.
Como sabe que os anos no exílio lhe serão longos, despede-se dos amigos, não desesperadamente, mas com lágrimas de até breve.
Dá à família as instruções necessárias para sua ausência, para que tudo corra de maneira adequada e para que sua falta não lhes seja um grande fardo.
E assim se vai preparando, para que o dia da viagem não lhe chegue de forma súbita e inesperada, encontrando-o com a mala por fazer e com os preparativos ainda por se concluírem.
Assim se dá com nosso regresso ao mundo espiritual. É a viagem inevitável que todos faremos de retorno à nossa pátria, deixando a Terra que nos é escola bendita e redentora.
Como a viagem está marcada para todos e apenas desconhecemos a data da partida, que possamos aos poucos avaliar como estamos, caso logo mais sejamos convidados a voltar para casa.
Será que nos despediremos de nossos entes queridos com a tranquilidade de quem sabe que irá reencontrá-los um dia?
Será que já nos desfizemos do peso desnecessário e improdutivo que carregamos em nosso coração? Afinal, ele será a única mala que carregaremos.
Será que já nos desapegamos das coisas daqui, que hoje, por mais importantes que sejam, logo mais não terão serventia, quando partirmos?
Não poucos a morte do corpo físico arrebata de maneira despreparada e surpreendente.
Vivem como se a vida física fosse a de eternidade, sem refletir em momento algum sobre a fragilidade da existência humana, esquecendo-se que imortal é a alma, porém jamais o corpo.
Dessa forma, útil será que todos possamos, vez ou outra, refletir sobre a vida e seus valores.
Saber que ela vai muito além dos limites do corpo físico faz com que cada um de nós, aos poucos, vá arrumando as malas para a inexorável viagem de volta a casa.
Hora de aprender a aliviar a bagagem, a andar leve, sem culpas e nem problemas desnecessários.
Hora de tirar todas as coisas que só pesam em nossas vidas, rancor, mágoa...
Encha as malas e até os bolsos com alegria, amor, fraternidade, e quando chegar a hora, boa viagem...
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Coletânea
Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector
A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.
Arthur Schopenhauer
Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.
Paul Valéry
A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.
Massimo Bontempelli
Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.
Josh Billings
Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente.
Charles Baudelaire
A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.
Érico Veríssimo
Clarice Lispector
A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.
Arthur Schopenhauer
Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.
Paul Valéry
A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão.
Massimo Bontempelli
Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.
Josh Billings
Quem não souber povoar a sua solidão, também não conseguirá isolar-se entre a gente.
Charles Baudelaire
A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.
Érico Veríssimo
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Cativando
Carinho; amor; respeito e estima, são conquistas.
Por mais que se tente, não será possível impor sentimentos como esses.
A cada segundo temos que cultivar, esperar se desenvolver, crescer.
Nada nem ninguém tem o direito de chantagear sentimentos, sequestrar o intelecto alheio.
Aprender a aceitar os devaneios, o amadurecimento em tempo diferente do nosso, isso é amar, respeitar.
Que tenhamos a oportunidade de compartilhar experiências, sentimentos, sem impor nosso ponto de vista.
Que possamos ter a mente sempre aberta a aprender, a descobrir, a entender...
Entender que quem ama cuida, cativa, e deve se policiar para não aprisionar.
Não podemos nos permitir viver em gaiolas ideológicas, sob a opressão da dependência, seja ela afetiva, financeira, ou mesmo física.
Que o vento leve todas as mágoas.
Que o novo dia nos permita realizar, recomeçar, fazer "O DIA" do meu jeito.
Já que Deus me deu "O PRESENTE", hora de aproveitar.
Amanhã... Não sei.
Por mais que se tente, não será possível impor sentimentos como esses.
A cada segundo temos que cultivar, esperar se desenvolver, crescer.
Nada nem ninguém tem o direito de chantagear sentimentos, sequestrar o intelecto alheio.
Aprender a aceitar os devaneios, o amadurecimento em tempo diferente do nosso, isso é amar, respeitar.
Que tenhamos a oportunidade de compartilhar experiências, sentimentos, sem impor nosso ponto de vista.
Que possamos ter a mente sempre aberta a aprender, a descobrir, a entender...
Entender que quem ama cuida, cativa, e deve se policiar para não aprisionar.
Não podemos nos permitir viver em gaiolas ideológicas, sob a opressão da dependência, seja ela afetiva, financeira, ou mesmo física.
Que o vento leve todas as mágoas.
Que o novo dia nos permita realizar, recomeçar, fazer "O DIA" do meu jeito.
Já que Deus me deu "O PRESENTE", hora de aproveitar.
Amanhã... Não sei.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Valor
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Quando me sinto infeliz
Quando não consigo chegar a tempo de ajudar;
Quando não consigo vencer a inércia para ajudar;
Quando não entendo que necessito ajudar;
Quando erro no tempo de ajudar.
Quando não entendo a quem ajudar.
Quando não consigo vencer a inércia para ajudar;
Quando não entendo que necessito ajudar;
Quando erro no tempo de ajudar.
Quando não entendo a quem ajudar.
domingo, 22 de maio de 2011
Compreensão
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
Quantos rins nós temos?
Quatro! Responde o aluno.
Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.
E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
Quantos rins nós temos?
Quatro! Responde o aluno.
Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.
E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Afiando o Machado
Num certo dia, um empregado apresentou-se numa fazenda pedindo trabalho.
Como existia vaga, acertaram o preço e o novo empregado iniciou o trabalho no dia seguinte. Recebeu do patrão um machado bem afiado e a ordem de iniciar uma derrubada. Como é de costume, neste caso, o operário faria período de experiência.
Passados alguns dias, o patrão foi examinar o trabalho do seu novo empregado. Este, no primeiro dia, derrubara 200 árvores, no segundo dia abatera 150, no terceiro dia foi ainda pior, baixando para 130. Intrigado, o patrão quis saber por que o empregado vinha trabalhando menos.
Por acaso chegava ele mais tarde?
Não, ele estava chegando mais cedo.
Então estaria demorando mais entre um golpe e outro do machado?
Não. Ele estava batendo mais ligeiro.
Tudo parecia um mistério quando o patrão olhou o machado, bastante judiado.
Perguntou ao empregado quantas vezes afiara o machado.
- Estive tão ocupado em derrubar árvores que não tive tempo de afiar o machado, respondeu o empregado.
Parece que na vida, por vezes imitamos o cortador de árvores.
Levamos muito a sério nossas atividades, e nos preocupamos tanto que acabamos produzindo muito pouco!
Esquecemos de “afiar o machado”, e isto acontece em todas as profissões.
Todos nós, de tempos em tempos, precisamos parar. Rever nosso trabalho, nossos métodos, sacudir o pó da rotina, recomeçar com alma nova.
Em outras palavras, precisamos AFIAR O MACHADO DE VEZ EM QUANDO.
Caso contrário estaremos, produzindo cada vez menos, com um trabalho cada vez mais extenuante.
É conveniente dar uma olhada em nossa vida, um olhar diferente e analisar com serenidade nossas atividades, nossas metas, os resultados que estamos tendo.
Não vamos cair no erro do lenhador, que estava tão ocupado que não tinha tempo para AFIAR O MACHADO.
Como existia vaga, acertaram o preço e o novo empregado iniciou o trabalho no dia seguinte. Recebeu do patrão um machado bem afiado e a ordem de iniciar uma derrubada. Como é de costume, neste caso, o operário faria período de experiência.
Passados alguns dias, o patrão foi examinar o trabalho do seu novo empregado. Este, no primeiro dia, derrubara 200 árvores, no segundo dia abatera 150, no terceiro dia foi ainda pior, baixando para 130. Intrigado, o patrão quis saber por que o empregado vinha trabalhando menos.
Por acaso chegava ele mais tarde?
Não, ele estava chegando mais cedo.
Então estaria demorando mais entre um golpe e outro do machado?
Não. Ele estava batendo mais ligeiro.
Tudo parecia um mistério quando o patrão olhou o machado, bastante judiado.
Perguntou ao empregado quantas vezes afiara o machado.
- Estive tão ocupado em derrubar árvores que não tive tempo de afiar o machado, respondeu o empregado.
Parece que na vida, por vezes imitamos o cortador de árvores.
Levamos muito a sério nossas atividades, e nos preocupamos tanto que acabamos produzindo muito pouco!
Esquecemos de “afiar o machado”, e isto acontece em todas as profissões.
Todos nós, de tempos em tempos, precisamos parar. Rever nosso trabalho, nossos métodos, sacudir o pó da rotina, recomeçar com alma nova.
Em outras palavras, precisamos AFIAR O MACHADO DE VEZ EM QUANDO.
Caso contrário estaremos, produzindo cada vez menos, com um trabalho cada vez mais extenuante.
É conveniente dar uma olhada em nossa vida, um olhar diferente e analisar com serenidade nossas atividades, nossas metas, os resultados que estamos tendo.
Não vamos cair no erro do lenhador, que estava tão ocupado que não tinha tempo para AFIAR O MACHADO.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Solidariedade
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…”
Martin Niemöller, 1933
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar…”
Martin Niemöller, 1933
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Aceitar
Ainda não consigo aceitar a ida dos que amo.
Não consigo achar bom ver meus filhos crescerem, meus pais envelhecerem...
Não consigo aceitar perder a oportunidade de estar perto e de cuidar dos que amo.
Não me preocupo comigo, mas com os que perdi a oportunidade de conviver, ouvir e amar
Não consigo achar bom ver meus filhos crescerem, meus pais envelhecerem...
Não consigo aceitar perder a oportunidade de estar perto e de cuidar dos que amo.
Não me preocupo comigo, mas com os que perdi a oportunidade de conviver, ouvir e amar
Sem medos
O poder originário do medo do inimigo gera gentilezas agressivas e silenciosas que alimentam a guerra fria entre os indivíduos.
A melhor forma de seguir é sem medos, manter-se decidido, mesmo que em algum momento seja necessário corrigir rumos.
A melhor forma de seguir é sem medos, manter-se decidido, mesmo que em algum momento seja necessário corrigir rumos.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Armazém da memória
Como se fosse um armazém,
a memória retém
o que algum dia se viveu
mas também o que jamais
extravasou os umbrais
do sonho e só aconteceu
na imaginação.
Em tamanha confusão
entre o vivido e o sonhado
a gente às vezes nem sabe
o que em bom rigor lhe cabe
meter no rol do passado.
Pois não raro, bem ou mal,
é mais verdade o imaginado
do que o real.
"Torquato da Luz"
a memória retém
o que algum dia se viveu
mas também o que jamais
extravasou os umbrais
do sonho e só aconteceu
na imaginação.
Em tamanha confusão
entre o vivido e o sonhado
a gente às vezes nem sabe
o que em bom rigor lhe cabe
meter no rol do passado.
Pois não raro, bem ou mal,
é mais verdade o imaginado
do que o real.
"Torquato da Luz"
domingo, 19 de dezembro de 2010
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize... (Jo 14.27)
O mundo está marcado pela dor, encharcado de sangue, ferido pela guerra e adoecido pelo ódio.
As guerras tornam-se cada vez mais encarniçadas e os homens cada vez mais violentos.
Há guerras entre nações e guerras dentro das famílias. Há guerras tribais e guerras religiosas.
O homem é um ser em conflito. Seu coração é um campo de batalha.
Levantamos monumentos à paz e cada vez mais construímos armas de destruição.
Falamos de paz, mas gastamos mais com a guerra.
Dizemos que o amor é o oxigênio da vida, mas respiramos o ódio.
Nesse mundo marcado pela violência, Jesus se apresenta como o Príncipe da paz.
Ele não veio apenas falar da paz, ele é a paz.
Ele veio fazer a paz com o sangue da sua cruz.
Ele nos dá paz com Deus, pois perdoa nossos pecados.
Ele nos dá a paz de Deus, porque alivia nosso coração da angústia.
Ele nos dá paz interior, porque onde Jesus reina, a alegria triunfa sobre a tristeza, o amor prevalece sobre a mágoa e a esperança finca a sua bandeira onde outrora reinava o desespero.
Jesus veio, alegria, é NATAL ...
domingo, 14 de novembro de 2010
Paradoxo do Nosso Tempo
“Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, conduzimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimos melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamo-nos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Esta é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva esta carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ”eu te amo” a (o) companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem!”
Georgi Carli
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimos melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamo-nos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Esta é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva esta carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ”eu te amo” a (o) companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas amar tudo que você tem!”
Georgi Carli
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Não se acostume
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
"Fernando Pessoa"
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
"Fernando Pessoa"
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro
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